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sexta-feira

A salada do Vicente ou aqui é tudo ao contrário


Eu não vou postar a receita dessa salada, até por que não tem receita, ela é só um gancho para outro assunto: meu filho troca qualquer comida por um bom prato de salada. Aos quatro anos, ele adora brócolis, couve, tomate, alface, cenoura, rúcula, beterraba e por aí vai. Sempre escuto as mães falando da dificuldade que têm para fazer os filhos comerem legumes e verduras, pois por aqui a dificuldade é outra, meu filho não come ovos e é cheio de manias para comer carne. Peixe nem pensar, frango, ele também não gosta muito e carne vermelha, só se for bife ou linguiça.
Agora ele está numa onda de massa pura ou arroz com feijão, mas se tiver salada (e sempre tem), a massa, o feijão, serão discretamente deixados de lado, depois de uns bons 30 minutos de enrolação.
A minha duvida é, criança tem preguiça de comer? Eles acham que é perda de tempo? Vicente devora a salada em segundos. Eu deixo ele comer as folhas com a mão e aquilo vai numa rapidez incrível, aí ele pede mais e quando chega na hora do carboidrato, ele perdeu a fome.
Well, a salada da foto é o carro chefe do meu pequeno, eu apelei pra salsicha, por que criança ama (argh) salsicha, acrescento alface, tomate, cebola e um queijinho. Pra temperar só limão e um nada de sal.

sábado

Como se sentir horrível aos sábados

- Vem almoçar, filho. Mamãe te serviu.
(ele vem, olha pro prato com salada, arroz e carne)
- Não vou comer essa comida.
(detalhe: a salada que ele gosta, carne do jeito que ele gosta)
- Por que?
- Por que eu não quero. Não vou comer.
- Olha, é isso que tem de almoço, agora tu sai da mesa e vai lá pra cadeira do teu quarto pensar no que tu estás fazendo. Não vai ter lanchinho, nem frutinha, nem biscoito, entendido?
- Entendido. Prefiro ir pro meu quarto mesmo.
(escuto um choro baixinho)
- Filho, a comida ta ali. Eu esquento pra ti. Assim que tu decidires comer, tu sai do teu quarto.
- Eu vou ficar aqui.

E os quatro anos são assim, gata. Talvez seja um processo de auto-firmação, sei lá. As brigas nunca são por não gostar disso ou daquilo, é simplesmente uma necessidade de contrariar. Depois vem os pedidos de desculpa, ele acaba comendo, gosta... Mas antes tem sempre essa ladainha.

terça-feira

Alimentação infantil, pequenas vitórias

Contei aqui há uns dias o quanto eu andava chateada com o fato do meu filho não aceitar mais alimentos saudáveis. Cheguei ao ponto de marcar uma hora com a nutricionista da escolinha.  Eu sei que muitas pessoas acham ótimo e suficiente um criança comer arroz, feijão e carne. Mas eu não acho. Gosto é suscetível de treino.

Aos poucos eu estou aprendendo a lidar com essa nova fase. Antes o Vicente me dizia que não queria comer e eu começava com uma ladainha, dizendo que uma pessoa bem educada come de tudo, que é importante se alimentar direito, etc e etc. Mudei de tática e ela é infalível. Começo a fazer  janta e ele me diz "eu não vou comer isso" ou "eu não gosto disso". A minha resposta tem sido sempre "tudo bem, meu filho. Mas é o que tem". Me sirvo e ele vem pra perto e em segundos ele começa a provar de tudo, até que me pede pra servir o prato dele. Hoje ele jantou carne e um arroz com couve, ontem comeu pimentão, repolho...

Estou feliz de novo!

sexta-feira

Bolinho grego de abobrinha ou vocês podem me dar um conselho?


Acho que vou mudar meu nome de Talula para bruxa má do oeste. Como tem sido difícil fazer meu filho comer. Justo ele que sempre comeu de tudo. Por que essas escolinhas não banem essas malditas balas das lembrancinhas nas festas de aniversário? Por que no lanche na casa dos amigos sempre tem bolacha recheada? Por que ultimamente o que eu mais ouço é: na casa do fulano não precisa comer isso, na casa do fulano tem coca cola...
E o que eu faço com um menino que comia de tudo, adorava salada, comia cenoura crua de sobremesa e agora só quer saber de cachorro-quente (malditas festinhas) e  biscoito?
Alguém tem um conselho? Uma fórmula mágica? Uma reza braba, uma simpatia...

Hoje o meio dia aqui em casa saíram esses bolinhos. Acho que eu nem preciso dizer que comi sozinha, né?

1 abobrinha ralada
1/3 pimentão vermelho picado
1 dente de alho amassado
1/2 xícara de farinha de aveia
1/2 xícara de farinha integral
1 ovo batido
sal e pimenta a gosto

óleo de canola para fritar

Preparo:

Deixe a abobrinha ralada em um escorredor por cinco minutos. Aperte bem para sair toda a água.
Misture a abobrinha com os demais ingredientes. Aqueça bem o óleo e vá fritando a mistura em colheradas.

segunda-feira

Quando os pequenos recusam as verduras



Tenho uma admiração profunda por aquelas mães que fazem desenhos com a comida, substituem alimentos e etc. Nunca fui assim. Não sou tolerante nesse quesito. E uma das coisas que mais me tiram do sério é criança enjoada pra comer.
Sou parceirassa do meu filho, mas se o assunto é alimentação, não tem conversa: come o que tem ou fica com fome. Aliás, há duas semana a diretora da escolinha veio conversar comigo: todos estavam impressionados por que o Vicente come absolutamente tudo. E come mesmo.
Quando ele era menor tinha uma resistência às verduras. Comecei a cortá-las em tirinhas bem finas. Ficou mais fácil de mastigar e ele nunca mais reclamou. O gosto é suscetível de treino. Eu insisto.
Agora ele não gosta de leite. Eu relaciono isso ao fato dele ter mamado até 2 anos e 4 meses, mas enfim, eu não sou especialista em nada. Eu sempre explico pra ele que na vida a gente acaba fazendo muita coisa que não gosta, e se ele sempre provar um pouquinho vai acabar acostumando, mas eu sei que agora na escolinha ele já tem bebido uns goles de leite. No mais, ele toma muito iogurte e muito suco de frutas. Adora salada. Qualquer salada. É louco por frutas e mal sai da cama já está procurando a caixa de cereais. É hábito. Hábito e exemplo.
Tem coisa mais chata do que receber uma visita cheia de frescuras? Eu sou da seguinte opinião, tu tens mil restrições alimentares, não gostas de um monte de coisas? Então coma na tua casa ou vá a um restaurante. E, como eu espero que meu pequeno tenha bons amigos e seja bem vindo em qualquer canto, eu o educo pra ser uma visita que mais agrade do que atrapalhe.

quarta-feira

Amamentação prolongada

Eu fico passada com as discussões que a amamentação causa. O conselho mais importante que eu recebi relativo a amamentar ou não, foi do pai de uma amiga, um gastropediatra super reconhecido: pó não é leite e leite de vaca é muito bom, sim, pra bezerro. Este mesmo médico me aconselhou a amamentar até um ano e meio, por que o leite materno protege a criança de um monte de alergias.

Aí eu li na Revista Crescer, uma matéria que dizia que a amamentação após um ano tira a autonomia do bebê, além de não ter nenhuma vantagem nutricional. Óbvio que eu fui pesquisar e encontrei no Amigas do Peito o seguinte relato:

"Uma amiga cujo filho tem 1 ano e meio e amamenta duas a três vezes ao dia normalmente, passou a amamentá-lo exclusivamente por uma semana por causa de uma doença com muita febre e outros sintomas infecciosos. O que aconteceu é que ele não emagreceu NADA. Um leite sem valor nutritivo, durante uma doença, sem outros alimentos (nem água), manteria o peso da criança?".

E eu fico tão preocupada com essas informações descabidas que existem por aí, sabe? Meu filho mama cada vez menos, agora são três ou quatro mamadas por dia e pretendo diminuir gradativamente. Mas o que eu mais escuto é: "que absurdo, um guri desse tamanho mamando".

Pois meu filho tem um ano e cinco meses e até hoje ele teve febre duas vezes. Sim, só duas e febre baixa, em um ano e cinco meses. Fora isso, nada. Nunca. Dorme bem e come de tudo.



Benefícios do leite materno

-É o alimento mais completo e equilibrado, pois atende a todas as necessidades de nutrientes e sais minerais da criança até os 6 meses de idade. Além disso, é rico em substâncias que tornam o bebê mais resistente a infecções por vírus e bactérias;

-Provoca menos cólicas nos bebês, já que é mais bem absorvido e tolerado pelo organismo da criança;

-Tem ferro, evitando que o bebê tenha anemia;

-Favorece a boa formação do sistema nervoso e estimula a inteligência da criança;

-Quanto mais tempo o bebê se alimenta de leite materno, menor será o risco de desenvolver alergias alimentares, asma, rinite ou eczema de pele;

-Ajuda no desprendimento da placenta, contribuindo para a volta do útero ao tamanho normal. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, conseqüentemente, que a mãe sofra de anemia;

-Protege contra o câncer de mama e de ovário;

-O ato de amamentar cria um forte vínculo entre a mãe e o seu filho. Essa ligação favorece o desenvolvimento de crianças mais tranqüilas, com maior auto-estima e mais ajustadas socialmente;

-A amamentação dá às mães as sensações de bem-estar, de realização, e também ajuda a emagrecer, pois consome 500 calorias por dia (mas dá uma fome...);

-É de graça, natural, prático, e não desperdiça recursos naturais;

-Está sempre pronto para ser transportado e ingerido (não precisa nem aquecer).

Fontes: Lélia Cardamone Gouvêa, pediatra da Unifesp, e Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio-Libanês

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