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quinta-feira

Pra começar bem o dia


BSS | Breakfast Interrupted from Bruton Stroube Studios on Vimeo.

Sou zero criativa com o café da manhã. Todos os dias eu bebo um copo (sim, copo) de café com leite e como um pão com manteiga. Nem arrumo a mesa, normalmente eu tomo o café enquanto faço alguma outra coisa. O meu prazer está em preparar o café do Vicente, aí sim entram os cereais, iogurte, frutinhas...
E na casa de vocês rola um café da manhã caprichado ou por aí a preguiça (também) fala mais alto?

segunda-feira

Homemade

Acho que finalmente eu posso me considerar uma pessoa organizada. Óbvio que o fato de não ter um trabalho desses que me façam sair de casa todo santo dia, ajuda muito, mas a verdade é que finalmente minha vida "doméstica" está como eu gostaria.
Além das comidas mega saudáveis, eu tenho feito praticamente tudo em casa. Inclua nessa lista: conservas, geléias, relish de pepino, extrato de baunilha, queijos cremosos e até aromatizadores de ambiente. É uma revolução. Dá trabalho? Claro que da, mas eu tenho um prazer imenso em fazer.
Ontem eu busquei minha máquina de costura na casa da minha mãe. Nós duas, eu e máquina, temos uma relação complicada, mas espero resolver isso com muita paciência daqui pra frente.
E a minha horta? Bom, chegaram as chuvas e o frio e meu manjericão e meu alecrim se entregaram. Hoje eu fui à floricultura e trouxe mudas novinhas. Espero que estas resistam!

domingo

Se todos fossem iguais a você...


Hoje meu filho completa quatro anos. Os dias que antecedem o aniversário dele são sempre um misto de alegria  e melancolia. É lindo e tão novo ver uma criança crescer. É ainda tão novo, mesmo que ele esteja com quatro anos.
Eu descobri que estava grávida num dia primeiro de agosto, era segunda-feira e eu decidi ir a pé para o trabalho. Senti dores no caminho e mudei o trajeto, ao invés de ir para o trabalho fui para o pronto socorro. Pediram um exame de gravidez, que ficou pronto só dois dias depois, mas desde aquela segunda-feira, desde antes de qualquer resultado, eu já sou mãe. Eu sabia e eu queria mais que tudo na minha vida.
Meu filho é impar. Nada que eu fale dele descreverá realmente quem é o meu Vico. Tão inteligente, tão doce, tão generoso. Meu Vico tem o mundo dele, onde ele conta longas estórias para o Charlie e a Lola, troca toda a roupa de vários bichos de pelúcia que vão de ônibus visitar a vovó e onde ninguém corre perigo, assim que ele coloca o relógio do Ben 10. Meu filho admira qualidades que eu nem sabia que tinha e me acha a pessoa mais linda do mundo, mesmo quando eu não encontro nada de espetacular em mim. Ele não ama por isso ou por aquilo. Ele ama. E como ama.
Meu filho me faz perguntas que eu ainda não sei responder... Por que casais se separam, por que crianças pegam comida no lixo ou por que algumas pessoas vivem tão longe dele. Ele já escreve as primeiras palavrinhas e tem muitos irmãos imaginários.
O amor, meu filho, não é algo fácil de compreender, a gente vai aprendendo a amar no decorrer da vida. Eu nunca soube direito o que fazer com as coisas que eu sentia, até aquele bendito primeiro de agosto. Naquele dia eu amei teu pai mais que a mim mesma, eu amei tanto a minha mãe, filho. Tanto, mas tanto. Eu compreendi tantas coisas no meu pai e senti uma vontade tão grande de ter meu irmão bem perto.
Coragem, filho, coragem pra encarar a vida. Ela é boa, é linda, mas não gosta de gente fraca. E doçura, meu menino, por que tristes são aqueles que tem coragem de sobra e um coração vazio.
Eu te amo, meu companheirinho.
Aproveita teu dia. Feliz aniversário!

quinta-feira

Menos é mais

Eu continuo firme e forte no meu projeto: uma rede social a menos. Semana passada dei adeus ao facebook (a página do blog continua lá) e hoje ao twitter.
Mais telefonemas e mais e-mails. Mais chopinho e mais abraço. Ombros amigos em momentos difíceis e risadas em coro quando a alegria extrapolar.
Um blog já é uma mega exposição (da qual eu não me queixo, ok?), mas paremos por aí.

terça-feira

Ponto pro lado de cá!

Deixa eu te contar um negócio. Minha vida "doméstica" anda às avessas. Minha mãe agora mora na frente aqui de casa e eu estou num super propósito de fazer dela uma pessoa mais saudável, isso inclui fazer mercado pra ela e levar as refeições até a casa dela todos os dias. Refeições quentinhas, por que ninguém merece comer comida fria.
Mas o x da questão é que nós somos quase naturebas e minha mãe é aquele tipo de pessoa que adora um mocotó, uma carne gorda...  Tenho quebrado a cabeça, gente amiga, mas até o momento nenhum atrito, nem cara feia.
Estou até achando que tá um  zero pra mim nessa brincadeira. Dona Rita comendo salada todos os dias é quase ganhar na mega sena!

sábado

Um ano longe de Porto Alegre


Hoje completa um ano que estamos vivendo aqui em Santa Cruz. Mudar pra cá foi a decisão mais difícil da minha vida. Amo Porto Alegre, conheço cada uma daquelas ruazinhas da Cidade Baixa, tenho relações estreitas com pessoas que ainda vivem lá. Tenho saudade do Mercado Publico, da Redenção, de cozinhar com a Rafaela, de trocar confidências com a Livia, da Rita e da Janaina, vizinhas que viram o meu filho crescer. Sinto saudade também de pessoas que não estão mais lá, mas que eu não consigo dissociar... Da Bib's, que sempre vai ser muito mais que uma amiga e que me lembra uma Porto Alegre tão divertida, da Tati e de tê-la tão perto quando tudo mudou de um jeito tão assustador que eu já não sabia lidar comigo mesma.

Fui muito feliz em Porto Alegre, do mesmo jeito que eu fui muito feliz no Rio. Passei todos as porcarias possíveis e as não possíveis em Porto Alegre. As vezes eu olho pra traz e penso "Deus, como eu aguentei?". Aguentei por que eu tinha um filho e quando tu és responsável por alguém tu não pode te dar o luxo de abandonar o barco. E o Rio... o Rio me fez mais leve, me ensinou que família são as pessoas que a gente escolhe ter por perto e que as aparências, na maioria das vezes, enganam.

A dois meses, eu e meu marido tivemos uma conversa muito séria sobre o que nós queríamos da nossa vida, quem nós queríamos na nossa vida e o que nós iríamos fazer a respeito disso. Desde então parece que as coisas foram se encaixando. Segunda-feira a minha mãe se muda pra uma casa na frente do nosso prédio. Vicente está de férias e eu tenho quebrado a cabeça pensando onde ele estudará no ano que vem. Meu marido ama essa cidade e eu estou aprendendo a amar. Mas Santa Cruz, essa cidadezinha que já me desagradou tanto, me deu uma coisa que vale demais pra mim, autonomia. Ser literalmente dono da própria vida. Sempre dei liberdade pra que as pessoas achassem isso e aquilo. Agora acabou e eu sou infinitamente mais feliz assim.

A vida no interior tem outro ritmo. As conversas são outras e as preocupações também.Gosto de ter tempo. Gosto de cuidar da minha horta, de largar meu filho pra correr na praça, ser cordial com os vizinhos, conseguir planejar os meus dias... E se em algum momento os dreads do Isac e as minhas tatuagens assustaram, com o tempo as pessoas se dão conta que isso são só detalhes.

2010 foi um ano muito legal. 2011 vai ser incrível.

domingo

Dizem que a crise é do lado de lá...

Eu não sei se eu que sou muito pão dura, mas eu tenho achado supermercado tão caro, mas tão caro... Quarta-feira eu fiz compras pra semana: leite, legumes, frutas, verduras, iogurte e um ou outro material de limpeza: 115,00. Em compras da semana, sem nenhum luxo.

Eu costumava comprar um desengordurante, pra limpar meu fogão, pagava mais ou menos 4,50 por ele no ano passado, essa semana ele custava quase 9,00.

Na mesma semana, eu que estou sem trabalho, fui a uma entrevista de emprego. Responde daqui, responde dali, aí o rapaz me olha, com toda a cara de pau que deus deu pra ele e me diz, "olha, nós pagamos 550,00, pra trabalhar das 18 as 2 da madrugada, 6 dias por semana". Na hora eu fiquei com vontade de rir, mas chegando em casa, eu senti foi vontade de chorar...

Não sei o que acontece... Sei bem quanto paguei pelos meus cursos de gastronomia e não consigo entender por que essa profissão é tão desvalorizada.

quinta-feira

Tomate uva


Tirei as sementes e coloquei pra secar. Será que em breve eu vou poder colher essas delicinhas na minha sacada?

segunda-feira

Uma imagem e algumas palavras



Ando meio perdida no tempo. Achei que a vida no interior fosse garantia de felicidade, a verdade é que eu me sinto um peixe fora d'água. Conheço poucas pessoas, saio pouco de casa, o cinema daqui é uma droga, as locadoras ídem. Não encontro nada no supermercado e as feiras dão vontade de chorar... meia dúzia de legumes e verduras, os mais óbvios que vocês possam imaginar.

domingo

Uns aqui, outros lá

Estamos no Rio de Janeiro ha duas semanas. Eu ando com zero de tesão pelo blog. Pelo menos zero de tesão de exibir receitas. Na verdade eu nem tenho me puxado muito na cozinha. Tem passado muitas outras coisas pela minha cabeca.

A notícia mais maravilhosa do século é que o Vicente largou o troninho e usa vaso igual gente grande. Hoje ele estava no banheiro e eu disse "estou muito orgulhosa de ti, tu és um menino" e ele me respondeu "muito obrigado por dizer isso, mãe. Eu fico feliz". Ele é assim... encantador, educado, risonho.

Ontem a noite, eu, meu filho e meu marido fomos na Mamma Rosa beber um chope e comer uns bolinhos. Já não sou a mesma, fiquei beeem alegrinha com dois chopes, mas consciente o suficiente pra dizer pro Zac que eu gosto demais daqui. Gosto das pessoas, do ritmo, da vida. Adoro sair bem feliz de havaiana na rua e ter a certeza que ninguém vai me olhar torto por isso. As pessoas correm, ninguém tem tempo pra cuidar da vida de ninguém e, deus, como eu amo isso.

Voltaremos pra casa em dois dias. Família diminuida, já que o Zac fica por aqui trabalhando. Sou menos eu longe dele, mas a vida sabe o que faz.

sexta-feira

Muito meu

- Não tira o tênis, filho. Tu vais lá pra vó.
- Não, não vou não. Eu vou pegar um avião e vou lá pro meu tio louco. Ele ta com muita saudade de mim.
............
(na escolinha)
- Vamos pra casa, filho?
- Não, eu quero andar de moto.
- Então eu vou ali brincar com os nenês.
(a moto é jogada longe)
- Tu nunca vai brincar com esses nenês. Me da a mão aqui, vem pra casa. Não toca nesse nenê, mãe.
..................
- Mãe, tu sabia que na casa do fulano não tem chimia (schmier. geléia)?
- A mãe dele deve dar outras coisas gostosas pra ele, Vicente.
- Tu não tem muita pena dele, mãe. Eu acho que eu, tu e o papai podíamos comprar pão e chimia e levar lá pra eles. Isso é uma tristeza muito grande.
..................
- Onde meu tio comprou essa mochila?
- Na China. filho
- Vamos lá, mãe?
- Filho, a China é muito longe.
- Tudo bem, a gente caminha bem devagarinho.

domingo

Por aqui


- Mãe, tu quer ser minha Branca de Neve?
- Quero, claro.
- Tá, e eu sou o homem aranha vermelho do bem. Por que ser do mal é muito chato.

............

- Hoje a janta é só pra nós dois. Que tu queres comer?
- Massa, batata, cenoura, carne, sopa... Deixa eu pensar o que mais... Hmmm, tem oliva?
- Claro.
- Tudo com muita oliva (azeite).

......................

(segurando uma torre de lego)
- Mãe, olha o que eu fiz pra ti. Uma linda princesa, que é bela e branca de neve. Por que a barbie é muito de criança bobinha. A linda princesa é tu, mãe. Tu é a bela. A minha preferida!

..............

- Eu posso saber o que tu estás fazendo nesse pátio, gripado, mexendo na terra?
- Pssssss (silêncio)
- Levanta já daí.
- Não posso. Eu to fazendo um trabalho. Entendeu?

sexta-feira

Hoje é dia de Vicente!



Querido, mamãe dormirá pouco esta noite, aliás, mamãe vem dormindo pouco há muitas noites. Passei horas enrolando brigadeiros e lembrando, lembrando... Hoje será a tua primeira festinha na escola, a primeira festinha de aniversário com direito a amiguinhos, profe, vó, dindo, tios e etc. Tu merece.

Há exatos dois anos, Vico, a vida me amoleceu. Justo eu que sempre me julguei tão forte e tão dona de mim. Há dois anos eu mato um leão por dia, meu filho. Rindo, feliz... Eu que dizia que ia passar a minha vida inteira com uma mochila nas costas, correndo de um lado pro outro, cansei de fazer as malas e entendi que bom mesmo é ter por que e por quem ficar.

Já achei a vida tão sem graça, Vicente. Já me levei tão a sério e hoje me pego voltando contigo da escolinha e cantarolando pela rua ou dançando contigo nos meus braços, como se não houvesse ninguém nos vendo. As coisas não são novas só pra ti, meu pequeno... eu nunca pensei que um dia procuraria fuscas pela rua, só pra te ouvir dizer: "mais, mamãe. Oto!". Tu fazes dois anos e eu rejuvenesci uns cinco.

Eu sabia que seria legal, filho. Eu sempre soube que nós formaríamos uma boa dupla. Mas tu é tão melhor, tão mais bonito, tão mais bacana que qualquer coisa que eu pudesse sonhar.
E eu te amo, pequeno. E a vida é linda, é boa, e não me mete o menor medo, só por que tu estás aqui.
Feliz aniversário!

segunda-feira

E é segunda...

"Todos os seres são senhores de suas ações,
herdeiros de suas ações, nascidos de suas ações,
unidos às suas ações, protegidos por suas ações.
O que quer que façam, para o bem ou para o mal,
disto eles serão os herdeiros."

quarta-feira

Coisas para providenciar para ontem, para logo e para quem sabe um dia

Pratos (sou muito desastrada pra lavar louça). Um bom moedor de pimentas, por que ninguém é de ferro. Coloridas toalhas de mesa, mas sem estampas de flores, eu as acho tão bregas. Um processador de alimentos e uma iogurteira, já contei que adoro engenhocas?

Uma cozinha bem grande, com um imenso forno de pão e uma daquelas mesas bem compridas, pra abrir massas e transformar o preparo do jantar em um programa de família. Que nessa cozinha houvesse também prateleiras aéreas, onde eu pudesse guardar meus livros, revistas e cadernos de culinária.

Uma horta, com todos legumes e verduras que a minha imaginação ousasse sonhar.
Churrasqueira. Por motivos óbvios.
Uma área grande, que seria uma continuação da cozinha. Ali eu serviria os lanches pro Vico e os amiguinhos.
Uma adega climatizada. Por que vinho é bom demais.
Louças. Louças brancas. Louças coloridas. E a paixão da minha vida: louças pretas.
Xícaras para chá. Delicadas, mas modernas.
Fôrmas em inox e toda a variedade de panelas que se possa imaginar.

Multas, atrasos e esquecimentos

Cheguei em casa quase 21hs. Cansaço é meu nome. Ainda passei no mercado com a ilusão de que prepararia algum doce bem bacana. Aí toca o telefone...
- Talula?
- Sim.
- É da locadora, tu deverias ter devolvido os dvd's há três dias (uma voz bem debochada).Tua conta está em 45,00!
(Esqueci).
Penso. Ok, amanhã eu entrego, vou terminar minhas encomendas. Embalagens? Onde estão as embalagens?
(Esqueci de comprar).
Checo meu e-mail, por que estou esperando uma resposta pra poder organizar o dia de amanhã. A resposta não veio.
(Me esqueceram).

E aí eu lembrei da Bianca, que me disse no msn: "precisamos nos ver. Uma amiga faz falta". Ô, se faz!

Devo estar envelhecendo. E não é pela idade, acho que já nasci meio velha. Mas tenho me estressado com as coisas além do normal. Porra, 45,00 por dois dias de atraso? Me deu vontade de responder: - minha amiga, tu tens noção da correria que anda a minha vida?
Pois amanhã eu vou lá pagar os 45 que já serão 60, e aí a minha vontade será de dizer: - sabe o que tu fazes, querida, com esses 60,00?

Não sei se sou só eu, mas a impressão que eu tenho, é que o raro é ser tratado com descência por prestadores de serviço. Por que a gente espera horas no telefone por uma informação, paga multas abusivas, aguenta funcionárias debochadas ou com má vontade... E parece que é tudo normal!

E eu estou realmente muuuito, mas muito brava. Por que eu trato meus clientes com respeito, sabe? Eu escuto, eu pergunto o que as pessoas gostam, muitas vezes eu mesma entrego as encomendas na casa das pessoas, por que eu, melhor que qualquer um, sei o quanto essa vida é corrida.

Acho que é isso que tá faltando no mundo: respeito. E, pelo menos de vez em quando, a humildade de se colocar no lugar do outro.

Ah, já ia esquecendo. Quando íamos para o mercado, meu filho, que estava de mão comigo, do nada, segurou na mão de um senhor que passava pela rua. Segurou e saiu caminhando comigo e com ele. Fiquei meio sem graça. O senhor perguntou se ele era sempre simpático assim, eu respondi que era, o senhor se foi e nós dois fomos às compras. Na volta pra casa, eu escuto um "moça, moça". Era o senhor, esbaforido, correndo na minha direção:
- Comprei um pirulito pro teu menino. Ele alegrou meu dia!

(É, ainda existe gente bacana nesse mundo).

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